Banco Central altera regras do Pix para fechar o cerco contra golpes e fraudes bancárias


O Banco Central (BC) implementou uma nova atualização nas diretrizes de funcionamento do Pix para reforçar os mecanismos de segurança e inibir a ação de criminosos que aplicam golpes financeiros através de transferências instantâneas. A medida altera o comportamento das chaves Pix e limita a movimentação de recursos em contas e dispositivos recém-cadastrados, bloqueando as principais brechas exploradas em fraudes de engenharia social.

A nova norma foca em proteger correntistas contra transferências indevidas decorrentes de roubo de celular, acesso não autorizado e esquemas de indução ao erro.

O que muda no funcionamento do Pix

A resolução traz exigências técnicas que impactam a rotina de novos cadastros e a troca de aparelhos celulares:

  • Teto de valor para novos dispositivos: Ao cadastrar uma chave Pix em um smartphone ou computador que nunca foi utilizado anteriormente no aplicativo do banco, o usuário terá um limite diário rigoroso para transferências (como o teto temporário de R$ 200 por transação e R$ 1.000 no acumulado do dia).

  • Validação e liberação gradual: Para liberar limites maiores em aparelhos novos, o cliente precisará realizar uma dupla confirmação de identidade junto à instituição financeira, garantindo que o dispositivo realmente pertence ao titular da conta.

  • Bloqueio preventivo e devolução rápida: As instituições financeiras ganham ferramentas aprimoradas para reter temporariamente valores suspeitos por até 72 horas em casos de movimentações fora do perfil do cliente, facilitando o bloqueio de fundos em "contas laranjas".

  • Alertas no aplicativo: Os bancos passam a exibir avisos preventivos mais detalhados antes da confirmação do envio de dinheiro caso a conta de destino apresente histórico de denúncias ou comportamento atípico no sistema.

Impacto para os usuários cotidianos

Para quem já possui o aplicativo do banco configurado no seu celular de uso habitual, o envio e recebimento de Pix continuam sem qualquer alteração nas rotinas diárias ou nos limites preestabelecidos.

As novas travas de segurança entram em ação exclusivamente quando houver a tentativa de realizar pagamentos de alto valor a partir de aparelhos desconhecidos pelo sistema da instituição, garantindo mais proteção caso o celular do cliente seja furtado ou clonado.

Postagem Anterior Próxima Postagem
Apps
  • Carregando conteúdos...
Smartphones
  • Carregando conteúdos...
Redes
  • Carregando conteúdos...
Computadores
  • Carregando conteúdos...

News

Carregando notícias...