Os principais destaques do setor incluem:
Domínio absoluto da Meta: Na categoria de óculos com IA sem tela, a Meta lidera com folga impressionante, respondendo por 94% do volume global de remessas e apresentando um salto anual de 260%. Xiaomi e Alibaba vêm logo atrás, com 1% de participação cada.
O sucesso da parceria com a Ray-Ban: A grande alavanca para esse desempenho foi a consolidação da segunda geração dos óculos inteligentes desenvolvidos pela Meta em conjunto com a Ray-Ban. Informações da EssilorLuxottica apontam que a linha ultrapassou 7 milhões de unidades comercializadas em 2025, com meta de alcançar 10 milhões anuais até o encerramento de 2026.
Expansão e novos concorrentes: Gigantes da tecnologia como Apple, Google e Samsung preparam investidas pesadas para acirrar a concorrência. A Apple, por exemplo, estuda lançar seus próprios óculos inteligentes sem tela por volta de 2027, integrando recursos de áudio, microfones, câmeras e fortes integrações com a Siri e o ecossistema Apple Intelligence.
Foco em privacidade e modelos agentivos: O relatório projeta que a próxima fase do mercado será dominada por experiências "agentivas" — óculos capazes de interagir de forma proativa e contextual por meio de voz e softwares avançados. Além disso, novas variações no design de hardware devem surgir para amenizar polêmicas com a privacidade, como modelos focados apenas em áudio ou opções cujas câmeras priorizam a compreensão contextual em vez de captação de imagem e vídeo convencionais.
Distribuição geográfica: A América do Norte lidera o consumo com 50% das remessas globais de óculos sem display equipados com IA, seguida de perto pela Europa Ocidental com 28%. A América Latina respondeu por 3,8% desse mercado no período.
Segmento com displays transparentes: Nos modelos que combinam IA com telas integradas e recursos ópticos, o crescimento foi ainda mais expressivo, saltando 449% ano a ano, com a liderança dividida entre marcas como Rokid e Meta.