| Imagem ilustrativa e imaginativa |
Nova pesquisa divulgada pelo instituto revela crescimento expressivo na "uberização" do mercado de trabalho, destacando perfis, jornadas e desafios da categoria.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novos dados da PNAD Contínua revelando que o Brasil contabilizou aproximadamente 2 milhões de trabalhadores por meio de aplicativos (os chamados "plataformizados"). O montante representa cerca de 1,9% da população ocupada no país.
O levantamento aponta um crescimento expressivo de 36,8% no total de pessoas exercendo atividades por plataformas digitais na comparação acumulada dos últimos três anos.
Principais destaques da pesquisa:
Distribuição por setores: A grande maioria dos trabalhadores do setor atua no transporte de passageiros, somando cerca de 1,2 milhão de pessoas. O subsetor de transporte, armazenagem e correios concentra a maior densidade, onde três a cada quatro trabalhadores utilizam aplicativos.
Perfil demográfico: A categoria é predominantemente masculina, representando 84,4% do total, enquanto as mulheres respondem por 15,6%. Grande parte dos profissionais (47%) tem entre 25 e 39 anos.
Jornada e Rendimento: O estudo aponta que motoristas e entregadores de app costumam enfrentar jornadas mais longas. O rendimento-hora médio desses trabalhadores ficou em torno de R$ 16,2, cerca de 12% menor que o registrado entre os trabalhadores não plataformizados.
Previdência e Informalidade: O nível de proteção social na categoria permanece baixo: apenas 34% dos trabalhadores por aplicativo contribuíam com o INSS, enquanto o índice de informalidade atingiu 72,1%.
Os dados reforçam o debate contínuo sobre a regulamentação das relações de trabalho mediadas por tecnologias e a busca por garantias mínimas de seguridade para os profissionais da área.