Bryan, de Resident Evil, virou fenômeno e pode ser um problema para o futuro da franquia ?

O protagonista comum do novo filme conquistou o público, mas seu destino trágico levanta uma dúvida: como a saga vai seguir sem ele?


O novo Resident Evil virou um dos assuntos mais comentados do momento. Os cortes e edits no TikTok se multiplicam, e o filme já é apontado por muita gente como um dos títulos mais falados da franquia desde os primeiros lançamentos. A repercussão também reacendeu o interesse pela saga como um todo.

No centro dessa atenção está Bryan, o protagonista. Ele não é o soldado treinado nem o herói que já nasceu preparado para a guerra. É uma pessoa comum, em uma situação impossível, e é justamente isso que fez o público se identificar tanto.

Uma franquia conhecida, mas nunca tão popular

Apesar de Resident Evil ser um nome consagrado, ele nunca teve o alcance cultural de outras franquias de zumbis, como The Walking Dead. Agora, com Bryan, o filme parece ter chegado a um público que não joga os games e só vai ao cinema para assistir a um bom filme. Esse espectador é a massa que sustenta as bilheterias de uma franquia, muito mais do que os fãs de longa data.

O final que dividiu opiniões

Spoilers: No desfecho, Bryan se transforma em um monstro. Parte do público não gostou do destino do personagem. Outra parte defende que o final faz sentido: para os fãs mais puristas, um filme fiel aos jogos não precisa ter final feliz. Afinal, estamos falando de Resident Evil.

O peso de um personagem carismático


O problema é que o sucesso de Bryan pode virar uma armadilha. Quando um personagem cai no gosto popular e sai de cena, o vazio que fica é difícil de preencher. Foi assim com Glenn em The Walking Dead, cuja morte incomodou muita gente e que até hoje é lembrado como um dos personagens mais queridos da série. Há também o caso de Han em Velozes e Furiosos, que voltou à franquia justamente por causa do carinho do público.

Se os próximos filmes não conseguirem criar personagens que despertem a mesma simpatia, a saga corre o risco de perder audiência. E isso levanta a pergunta que muita gente já faz: haverá um jeito de trazer Bryan de volta?

Dá para curar Bryan? E seria fiel aos jogos?


Nos games, a resposta é "mais ou menos". Existem casos de personagens curados da infecção, como Sherry Birkin em Resident Evil 2 e Jill Valentine em Resident Evil 3, ambas salvas por vacinas. Mas isso acontece quando a infecção ainda está em andamento. Nos jogos, quem já sofreu a transformação completa em criatura geralmente não volta atrás.

Ou seja, curar Bryan depois de transformado seria uma liberdade criativa, e não algo típico da série. Ainda assim, Resident Evil já provou que sabe abrir exceções quando a narrativa pede. Se os roteiristas quiserem, existem caminhos possíveis.

Resta saber se o estúdio vai apostar em um novo protagonista, trazer personagens clássicos dos jogos, como Leon, ou dar uma nova chance ao rosto que o público abraçou. Seja qual for a escolha, uma coisa é certa: Bryan já entrou para a lista dos personagens mais queridos da franquia.

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