A Converse retirou dois anúncios e se desculpou depois que críticos acusaram a marca de divulgar imagens que remetiam à Ku Klux Klan. A polêmica cresceu nesta semana, e a empresa admitiu o erro publicamente.
O que estava na imagem
A Converse começou a divulgar as imagens da campanha do Chuck 70 X, releitura do tênis de cano alto clássico, no fim de agosto. A foto mais criticada mostra ela segurando tênis pretos sob um foco de luz em formato de estrela, usando uma saia branca até a panturrilha.
Nas redes, muitos apontaram que a silhueta formada lembrava o capuz da Klan, enquanto outros viram na pose com os tênis uma referência a imagens de linchamento. A campanha também divulga o modelo Run Star Crush, segundo o Footwear News.
Uma segunda imagem entrou na discussão
Outra imagem mostrava dois modelos subindo uma escada de madeira para alcançar pares de tênis pendurados em um galho de árvore. Segundo o Women's Wear Daily, ela foi publicada no Instagram da Converse Malásia, na campanha da parceria com a Palmes para a coleção Jack Purcell PDM. Ao todo, fotos de duas campanhas diferentes foram criticadas por usuários das redes.
A resposta da Converse
Em nota enviada a veículos americanos, a marca disse entender por que a imagem é profundamente perturbadora e reconheceu que errou. A empresa afirmou que removeu o material de seus canais, que trabalha para retirá-lo de todos os lugares onde apareceu e que promete fazer melhor. Até o fechamento das fontes consultadas.
Contexto
A reação forte tem raízes históricas. A Ku Klux Klan foi criada em 1865 e usou máscaras, capuzes brancos e violência organizada para reprimir o avanço dos direitos civis, do voto e da economia de pessoas negras nos Estados Unidos. O linchamento foi uma das principais ferramentas de terror racial do grupo.
Pontos em aberto
A Converse reconheceu o erro, mas não explicou como as imagens foram criadas e aprovadas, nem se haverá mudanças internas. As fontes consultadas também não trazem posicionamento de Karina ou de sua agência sobre o caso.