O efeito MapQuest: aplicativo dispara nos EUA e assume liderança

Pocket-lint

Em meio a uma disputa geopolítica e comercial que mistura decretos governamentais e rivalidades regionais, a velha guarda dos softwares de mapas encontrou uma forma inusitada de brilhar. O aplicativo MapQuest disparou nas paradas de download das lojas de aplicativos nos Estados Unidos e conquistou o topo da categoria de navegação, tudo após nadar contra a correnteza e se recusar a adotar a controversa mudança de nome do Lago Ontário para "Lago América".

A polêmica começou quando o presidente norte-americano determinou a alteração oficial da nomenclatura do famoso corpo d'água — uma decisão que gerou repercussão imediata e se somou a tensões comerciais já existentes envolvendo tarifas alfandegárias entre os EUA e o Canadá. Enquanto gigantes da tecnologia como Google e Apple optaram por curvar-se às diretrizes governamentais locais (atualizando os mapas para exibir "Lago América" apenas para usuários em território americano, enquanto canadenses mantinham o nome tradicional), a MapQuest decidiu tomar um rumo diferente.

Doug Berger, CEO da empresa, cravou que a plataforma manteria o nome clássico de "Lago Ontário" para preservar a familiaridade dos usuários, adotando a mesma postura firme que a marca já havia demonstrado no passado ao rejeitar o apelido de "Golfo da América" para o Golfo do México.

A escolha de manter a tradição funcionou como um enorme ímã de popularidade. De acordo com dados de inteligência de mercado da Sensor Tower, o volume de downloads do aplicativo disparou mais de dez vezes em apenas uma semana, somando centenas de milhares de novas instalações. O salto levou a MapQuest não apenas a dominar a categoria de navegação nos Estados Unidos, mas também a alcançar o cobiçado quarto lugar no ranking geral de aplicativos (sem contar jogos) na App Store americana, além de um forte segundo lugar geral no Canadá.

Para aproveitar o momento de forma criativa, a empresa ainda lançou uma ferramenta bem-humorada permitindo que os usuários "renomeassem" o lago da maneira que quisessem para compartilhar nas redes sociais. No fim das contas, a resistência em seguir uma ordem imposta do alto transformou o clássico dos mapas em um símbolo inesperado de escolha do usuário, garantindo a ele um protagonismo no mercado mobile que não via há muitos anos.

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