| Fotografia tirada da Estação Espacial Internacional em 28 de outubro de 2025, o furacão Melissa é visto a 80 quilômetros ao sul da Jamaica.Crédito: NASA |
Com a força das águas aquecidas do Pacífico, agências espaciais intensificam o monitoramento por radar para antecipar a rota e a violência de tempestades extremas.
O desafio de prever o comportamento de tempestades violentas ganhou uma nova ferramenta de precisão em órbita. Diante do aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico provocado pelo El Niño, pesquisadores ao redor do globo estão voltando sua atenção para o espaço, utilizando dados oceanográficos avançados para entender como o fenômeno alimenta a temporada de furacões.
No centro dessa operação estão os satélites de observação Sentinel-6 Michael Freilich e Sentinel-6B, frutos de uma cooperação internacional de peso entre a NASA e agências espaciais europeias. Voando em formação estrita e separados por um intervalo de apenas 30 segundos, os equipamentos integram a missão Copernicus Sentinel-6/Jason-CS, operando como sentinelas contínuas da dinâmica marinha.
A tecnologia embarcada utiliza altimetria por radar para disparar milhares de pulsos contra o mar a cada segundo, mapeando com precisão milimétrica as ondulações e o nível da água. Como a expansão térmica eleva o volume dos oceanos quando aquecidos, o mapeamento revela diretamente os estoques de calor acumulados — que funcionam como o principal combustível para a rápida intensificação dos furacões.
Além de medir o relevo marinho, os satélites coletam em tempo real parâmetros atmosféricos cruciais, como umidade relativa, temperatura do ar e pressão barométrica. A integração imediata desses fluxos de dados nos supercomputadores de previsão do tempo permite que meteorologistas simulem o comportamento das tempestades com uma exatidão sem precedentes, ganhando horas valiosas para a emissão de alertas de desastre e a organização de rotas de evacuação em áreas de risco.
Matéria baseada na JPL/NASA.