Durante o painel "From Reunion to Resolve: Designing the FFVII Remake Trilogy", realizado na PAX West 2026, o diretor Naoki Hamaguchi detalhou a visão de longo prazo da Square Enix para a franquia Final Fantasy VII — e deixou claro que o projeto não termina com o lançamento do terceiro capítulo da trilogia de remakes, atualmente batizado de Final Fantasy VII Revelation.
Um projeto pensado para durar décadas
Segundo Hamaguchi, por meio de um intérprete, a trilogia nunca foi pensada apenas como uma forma de modernizar o clássico de 1997 com gráficos e mecânicas atuais. O diretor descreveu o esforço como uma maneira de passar Final Fantasy VII para a próxima geração, com o objetivo declarado de seguir conquistando novos fãs nas próximas duas ou três décadas.
Um slide de apresentação exibido durante o painel reforçou essa ambição: a meta é que Final Fantasy VII deixe de ser visto apenas como um clássico do passado e passe a ser tratado como uma marca com futuro em constante evolução, capaz de gerar novidades muito além do encerramento da trilogia atual.
Expansão do universo, não só remake
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Hamaguchi também revelou que o projeto de remake vem tentando costurar um universo mais amplo em torno de Final Fantasy VII, unindo elementos de spin-offs anteriores como Crisis Core, Dirge of Cerberus e Advent Children. Isso sugere que a expansão mencionada nos slides não se limita aos três jogos principais da trilogia (Remake, Rebirth e o capítulo final), mas busca amarrar toda a mitologia construída ao redor do título original desde os anos 2000.
O contexto: um público que está envelhecendo
Essa estratégia de "passar a tocha" para novos fãs não é apenas discurso de marketing — ela responde a um problema real de audiência. Dados da consultoria Circana mostram que 70% dos jogadores que compraram Final Fantasy VII Rebirth nos Estados Unidos tinham mais de 30 anos.
Hamaguchi já havia comentado esse desafio em entrevistas anteriores, afirmando estar muito atento à necessidade de ampliar o potencial da marca Final Fantasy como um todo para as próximas gerações. A questão também foi levantada por Naoki Yoshida, diretor de Final Fantasy XIV e produtor de Final Fantasy XVI, que atribui parte do afastamento do público jovem ao espaçamento cada vez maior entre lançamentos principais da série: sete anos separaram Final Fantasy VI de Final Fantasy X, enquanto dezessete anos se passaram entre XII, XIII, XV e XVI.
Onde está o terceiro jogo da trilogia
Enquanto a Square Enix pensa no futuro de longuíssimo prazo da marca, o capítulo final da trilogia de remakes segue em desenvolvimento. Em entrevistas anteriores, Hamaguchi confirmou que a produção começou logo após o lançamento de Final Fantasy VII Rebirth (fevereiro de 2024) e, até o início de 2025, já somava cerca de nove meses de trabalho. O jogo ainda não tem título oficial de lançamento nem data confirmada, mas — como Rebirth chegou quatro anos após o primeiro Remake, de 2020 — a expectativa do mercado é de que o desfecho da trilogia surja nos próximos anos.
Para os fãs, a mensagem da Square Enix é dupla: o capítulo final vai fechar a história de Cloud e companhia, mas Final Fantasy VII, como marca, está apenas começando a próxima fase de sua vida.