A incursão da inteligência artificial generativa nas telas grandes das salas de estar sofreu um revés significativo.
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O Fim de uma Integração Recente
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A presença do Copilot nas televisões equipadas com o sistema webOS da LG havia começado a ser implementada de forma integrada. No entanto, a chegada do recurso aos aparelhos não ocorreu sem atritos. Na época do lançamento, muitos proprietários criticaram a inserção automática do atalho, apontando o recurso como um tipo de bloatware indesejado na interface, uma vez que o ícone vinha fixado no sistema sem oferecer opções diretas de remoção inicial.
Diante da repercussão negativa em fóruns de tecnologia e redes sociais, a LG posteriormente cedeu à pressão dos consumidores e prometeu atualizações para permitir que os usuários pudessem ocultar ou apagar o atalho do assistente de suas telas principais. Agora, com a nova diretriz da Microsoft, a ferramenta deixará de operar definitivamente nos televisores da marca sul-coreana antes do encerramento do ano de 2026.
Mudança de Estratégia e Foco em Produtividade
O encerramento do suporte nas smart TVs da LG e em outros ecossistemas de entretenimento — como os modelos equipados com o sistema Tizen da Samsung — reflete uma guinada mais ampla nos negócios da Microsoft. A companhia decidiu realocar seus esforços e investimentos em inteligência artificial para focar prioritariamente em produtividade corporativa, ferramentas de escritório (como o ecossistema Office) e softwares voltados ao ambiente profissional.
Para a Microsoft, manter o suporte a um chat de IA em televisores deixou de ser uma prioridade estratégica, visto que a experiência de uso em aparelhos de TV gerava mais custos de manutenção e reclamações do que engajamento real ou retorno financeiro mensurável. Além disso, as fabricantes tradicionais de televisores continuam apostando em seus próprios assistentes nativos, a exemplo do ThinQ da LG, reduzindo o espaço para soluções de terceiros nas telas iniciais.
O Impacto para os Usuários
Para quem possui uma smart TV da LG e utilizava ocasionalmente os recursos do assistente, a transição ocorrerá de forma transparente. Com as atualizações programadas para o webOS, o aplicativo deixará de funcionar e sumirá automaticamente do sistema, sem a necessidade de intervenção manual por parte do consumidor.
A saída do Copilot das televisões reforça que o mercado de smart TVs caminha para consolidar assistentes proprietários integrados ao hardware, enquanto as grandes IAs generativas continuam concentradas em dispositivos de uso pessoal — como smartphones, computadores e navegadores web.


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