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A "Chipinflação" Ataca: Custo para fabricar o iPhone 18 Pro dispara 38% e pressiona mercado global

 
Imagem: Época Negócios

Aumento histórico nos preços das memórias DRAM, impulsionado pela corrida da Inteligência Artificial, altera a estrutura de custos da Apple e ameaça o bolso dos consumidores.

O mercado global de tecnologia enfrenta uma reviravolta que promete mexer profundamente com o preço dos smartphones. De acordo com um levantamento recente da consultoria especializada TrendForce, o custo de produção (a chamada Lista de Materiais ou BOM) do futuro iPhone 18 Pro (na versão de 256 GB) deve registrar um salto impressionante de aproximadamente 38% em comparação ao seu antecessor.

O grande vilão dessa alta não é o processador principal e nem mesmo as telas avançadas, elementos que tradicionalmente lideravam os gastos de fabricação da Maçã. O trono de componente mais caro agora pertence aos chips de memória DRAM.

O Efeito Colateral da Inteligência Artificial

A disparada nos custos tem endereço certo: a explosão na demanda por infraestrutura de IA generativa em data centers globais. Gigantes da fabricação de semicondutores redirecionaram linhas inteiras de produção para atender ao mercado corporativo de servidores e chips gráficos de alta performance, gerando um efeito cascata de escassez e inflação severa nos componentes de memória para eletrônicos de consumo.

Para se ter ideia da reviravolta estrutural, os chips de memória que respondiam por cerca de 10% do custo total de um iPhone há pouco tempo, agora ultrapassam a marca de 34% e têm projeção de atingir patamares superiores a 40%.

O Dilema da Apple e o Impacto no Brasil

Com a margem de lucro sob forte pressão, a grande dúvida que fica é se a Apple repassará integralmente essa alta ao consumidor final. Analistas apontam que a companhia de Cupertino poderá adotar uma estratégia mista — absorvendo parte do prejuízo em suas margens brutas para não desaquecer as vendas, mas inevitavelmente aplicando reajustes de preço nas faixas mais avançadas.

No Brasil, onde os smartphones topo de linha já estreiam na casa dos cinco dígitos devido à combinação de impostos e volatilidade cambial, o cenário acende o sinal amarelo. Especialistas alertam que a "chipinflação" global pode empurrar os valores das edições mais equipadas da próxima geração para patamares históricos, forçando o consumidor a repensar o timing para a troca de seus aparelhos.


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