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Lembra daquela linha de crédito especial que o governo anunciou com pompa para ajudar motoristas e entregadores de aplicativo a trocarem de carro, comprarem moto elétrica ou dar um tapa na manutenção do veículo? Pois é. O projeto virou um verdadeiro "mico" financeiro. Dados recentes mostram que o programa liberou apenas 1,1% de todo o dinheiro que estava reservado, deixando a categoria a ver navios.
Diante do fiasco nos números, o próprio governo federal teve que dar o braço a torcer e admitir que o programa foi mal planejado, cheio de amarras burocráticas e fora da realidade de quem vive no volante.
Por que o crédito "para motoristas" não chegou aos motoristas?
Burocracia de matar: O processo de aprovação exigia tantas garantias, papéis e comprovações de renda formal que a imensa maioria dos trabalhadores autônomos foi barrada logo no primeiro filtro dos bancos.
Juros e condições fora do tom: Apesar de ser vendido como uma "ajuda especial", as taxas e as condições de pagamento oferecidas pelas instituições financeiras credenciadas não eram nada atraentes para quem tem a renda flutuante das pistas.
Comunicação truncada: Muitos motoristas e motoboys nem ficaram sabendo de como solicitar ou descobriram que a lista de exigências era tão longa que nem valia a pena perder o dia de trabalho tentando dar entrada.
E agora?
Com o fracasso escancarado nos números, a equipe econômica já trabalha para reformular as regras do programa. A promessa agora é simplificar as exigências de garantias e tentar flexibilizar a análise de crédito para que o dinheiro, de fato, saia do papel e chegue à garagem de quem precisa trabalhar.
Enquanto a mudança não vem, os motoristas seguem rodando no aperto e pagando a conta do próprio bolso.