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Lua de Sangue: o céu vai "pintar de vermelho" e já tem data marcada


Se você curte olhar pro céu, separa a agenda: na madrugada da próxima sexta-feira (28), rola o último dos quatro eclipses previstos pra acontecer em 2026. É a famosa "Lua de Sangue" — e sim, dá pra ver do Brasil inteiro, sem precisar de telescópio nem nada.

Quando e como ver

O fenômeno deve começar às 23h30 do dia 27 de agosto e será visível a olho nu em todo o país, com o ápice por volta da 1h Nesse momento de pico, os pesquisadores estimam que cerca de 95% da superfície da Lua vai ficar com aquele tom avermelhado marcante. Ou seja: não precisa de binóculo, telescópio nem nada além de um lugar aberto, com céu limpo e longe da poluição luminosa da cidade.


Por que a Lua fica vermelha?

Calma que não é nada sobrenatural (por mais que o nome assuste). Pra "Lua de Sangue" acontecer, é preciso que Sol, Terra e Lua fiquem perfeitamente alinhados no espaço — com a Terra bem no meio — e que a Lua esteja em fase cheia. É um eclipse lunar total, só que parcial nesse caso específico, porque o satélite não entra totalmente na sombra mais escura da Terra.

A explicação científica é bem parecida com a do pôr do sol: quando a luz do Sol passa pela atmosfera da Terra antes de chegar até a Lua, as partículas do ar espalham os tons mais "curtos" (tipo azul e violeta) e deixam passar os tons mais "longos", como o vermelho. É esse fenômeno, chamado de dispersão de Rayleigh, que faz a Lua ganhar aquela cor entre cobre, laranja e vermelho intenso — dependendo de como tá o tempo naquele momento.

Curiosidade: esse tipo de eclipse não é algo do dia a dia. Ele costuma acontecer a cada ano e meio, mais ou menos, e nesse intervalo pode rolar só uma ou duas vezes. A última "Lua de Sangue" foi em março deste ano.

Onde dá pra ver melhor

A resposta é: em qualquer lugar do Brasil vai dar pra acompanhar, mas alguns pontos garantem uma visão ainda mais limpa. Segundo o astrônomo Silvino de Souza, presidente do Clube de Astronomia de Brusque, regiões de serra costumam ser ótimas pra esse tipo de observação, já que o ar é mais seco e o frio ajuda a evitar neblina — resultado: menos nuvem atrapalhando a vista.

Resumo pra não esquecer

  • 📅 Quando: madrugada de sexta (27) pra sábado (28) de agosto
  • 🕦 Início: 23h30
  • 🌕 Pico do fenômeno: por volta da 1h
  • 👀 Como ver: a olho nu, sem equipamento — só precisa de céu limpo e pouca luz artificial por perto
  • 📍 Onde: visível em todo o Brasil, com destaque pra regiões de serra e áreas afastadas da cidade

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