O mercado financeiro esperava o início de agosto com grande apreensão em relação aos rumos da SpaceX. Com o fim do primeiro período de restrição (lock-up) — que impedia fundadores, funcionários e investidores iniciais de negociarem seus papéis após o IPO da companhia —, Wall Street temia que uma enxurrada de ações pudesse derrubar drasticamente a cotação.
No entanto, o cenário foi o oposto do catastrófico: em vez de uma forte pressão vendedora, a empresa aeroespacial de Elon Musk surpreendeu os analistas, disparou cerca de 35% em poucos pregões e adicionou aproximadamente US$ 500 bilhões ao seu valor de mercado.
Superando as expectativas de Wall Street
O término do bloqueio liberou mais de 900 milhões de ações para negociação pública, um volume expressivo que preocupava analistas quanto a um possível excesso de oferta. Contudo, o impacto negativo foi neutralizado por uma combinação de fatores, incluindo fortes resultados operacionais recentes — com receitas trimestrais superando as previsões — e um apetite renovado dos investidores pelos ambiciosos projetos de expansão da empresa, que vão desde a rede Starlink até iniciativas ligadas à inteligência artificial.
A reação vigorosa do mercado colocou os papéis novamente em trajetória de alta e transformou o que era visto como um enorme risco técnico em um dos momentos mais sólidos da empresa na bolsa, provando que a confiança dos acionistas de longo prazo na visão de Elon Musk continua elevada.