A Administração Judicial da massa falida da Oi pediu à Justiça do Rio a liberação de R$ 30 milhões depositados em conta judicial para ajudar a pagar verbas rescisórias de funcionários demitidos. O problema: o valor é bem menor que os R$ 72 milhões estimados com as demissões (R$ 30,4 milhões de rescisões + R$ 41,6 milhões de multa do FGTS). A empresa já demitiu cerca de 880 pessoas, com outras 100 previstas.
Com a falência decretada, o acordo anterior com os sindicatos — que previa o pagamento parcelado das verbas — não pode mais ser cumprido nos mesmos termos. A saída proposta pela administração judicial é dividir os recursos disponíveis entre os credores trabalhistas por rateio, pagando o restante conforme o caixa permitir. Quem continua trabalhando na empresa segue recebendo salário integral.
A situação financeira é apertada: as projeções mostram despesas maiores que as receitas em setembro e outubro, e o caixa disponível pode cair para apenas R$ 10 mil em outubro.
O advogado Fabiano Azevedo, que representa trabalhadores no caso, citou o precedente da Serede (empresa do grupo Oi), onde cerca de 5 mil demitidos em dezembro de 2025 ainda aguardam pagamento — um cenário que ele teme se repetir.
A Oi mantém, por ora, serviços ligados às emergências 190, 192 e 193, e não se manifestou sobre o pedido.
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