A SpaceX planeja realizar, na próxima segunda-feira (28), o 14º voo de teste da Starship — e desta vez com um objetivo inédito: colocar o maior foguete já construído em órbita completa da Terra, algo que nenhum dos testes anteriores havia tentado.
Até aqui, todos os testes da Starship seguiram trajetórias suborbitais, com voos mais curtos e menos exigentes estruturalmente. Desta vez, a espaçonave vai ficar quase 10 horas no espaço, completando cerca de seis voltas ao redor do planeta a 275 km de altitude — um teste de resistência muito mais longo para o veículo.
Janela de lançamento apertada
O lançamento tem uma janela de 75 minutos, com abertura às 9h15 (horário de Brasília) e limite até 10h30. Como a Terra segue girando durante esse intervalo, o ponto exato em que o foguete precisa atingir o espaço muda com o tempo — se atrasar demais, a rota calculada deixa de funcionar. Qualquer falha técnica ou problema climático dentro desse período cancela a missão.
O propulsor não vai mais tentar ser "capturado"
O estágio inferior, o Super Heavy, recebeu ajustes nos motores para evitar as falhas registradas no teste anterior. Mas, diferentemente de voos recentes, ele não vai tentar a manobra de captura pelos braços da torre de lançamento — a volta será mais simples, com queda direta no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem.
Carga: 26 satélites Starlink e câmeras espiãs do próprio escudo térmico
| Imagem Imaginativa |
A Starship vai levar 26 novos satélites da constelação Starlink de nova geração, que devem abrir os painéis solares e navegar de forma autônoma até a altitude de operação depois de liberados.
Três desses satélites, porém, têm uma função extra: carregam câmeras apontadas para o escudo térmico da própria nave, para registrar o comportamento do material ao longo do voo. A missão também vai reutilizar, pela primeira vez, peças térmicas que já voaram em testes anteriores — um passo relevante rumo à reutilização total do veículo, que é o principal objetivo de longo prazo do programa.
Como termina a missão
Depois de completar as voltas em órbita, a Starship deve acionar um dos seis motores Raptor para sair da órbita e reentrar na atmosfera, com pouso controlado planejado no Oceano Pacífico, ao largo do Chile.
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