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Para avaliar o impacto real dos carregadores de alta potência na saúde das baterias, a montadora chinesa submeteu o sedã de luxo Yangwang U7 a 350 recargas rápidas consecutivas em um curto intervalo de tempo.
O receio de que o uso frequente de estações de recarga ultrarrápida possa acelerar a degradação e encurtar a vida útil das baterias é uma das principais dúvidas entre os proprietários de veículos elétricos. Para medir o impacto prático dessa tecnologia, a BYD conduziu um teste de estresse extremo na China com o sedã elétrico Yangwang U7.
O experimento levou o veículo ao limite operacional para simular anos de uso intenso em um período de apenas nove dias.
O Teste de Estresse: 30 Mil Quilômetros em 9 Dias
O teste foi realizado na cidade de Nanning, na China, sob condições projetadas para maximizar o desgaste térmico e químico do conjunto de baterias:
Distância percorrida: O veículo rodou 30.000 km em regime contínuo.
Volume de recargas: Foram realizadas 350 recargas ultrarrápidas ao longo do período.
Média diária: O carro passou por quase 39 ciclos de carga rápida por dia, rodando mais de 3.300 km diários.
O objetivo da bateria Blade (LFP) da BYD durante a prova foi demonstrar como a química das células e o sistema de gerenciamento térmico (BMS) reagem ao aquecimento contínuo provocado pela alta amperagem.
O que o experimento revela sobre a degradação
Geralmente, o carregamento rápido gera altas temperaturas que podem desgastar a estrutura interna das células de lítio. No entanto, os resultados preliminares do teste mostraram que as baterias modernas com química LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) e gerenciamento de temperatura ativo conseguem suportar o estresse contínuo com perda de capacidade muito menor do que o mercado especulava.
Raio-X do Experimento:
| Parâmetro | Detalhes do Teste BYD |
| Modelo Testado | Yangwang U7 |
| Duração do Teste | 9 dias consecutivos |
| Quilometragem Total | 30.000 km |
| Total de Recargas Rápidas | 350 ciclos em alta potência |
Embora o teste comprove a resistência dos novos sistemas sob uso severo imediato, especialistas destacam que a degradação por tempo e fatores ambientais (como degradação temporal ao longo de anos) continuará sendo acompanhada no uso diário dos consumidores.