O Facebook, uma das plataformas que definiu a era das redes sociais, ainda reúne uma base impressionante de 3,12 bilhões de usuários mensais, o que o mantém entre os maiores serviços digitais do planeta. Mesmo assim, a companhia trabalha para reconquistar espaço frente à concorrência, principalmente entre o público mais novo.
Embora continue somando novos usuários ano após ano, a rede social tem perdido terreno para outros aplicativos. Para reverter esse cenário, a empresa aposta em inovação e acaba de anunciar que vai colocar à prova novos recursos — entre eles, uma seção de vídeos em tela cheia e ferramentas voltadas a melhorar a experiência de compra e venda dentro da plataforma.
A corrida pelo formato vídeo
Inspirada pelo estouro do TikTok, a indústria toda vem priorizando conteúdo em vídeo. Foi assim que a Meta — dona de Facebook, Instagram e WhatsApp — lançou em 2020 os reels, formato de vídeos curtos.
De acordo com a própria empresa, os reels já geram uma receita anualizada de 50 bilhões de dólares, superando inclusive o faturamento publicitário do YouTube, plataforma de vídeos mais longos que existe desde 2005.
O novo rosto do aplicativo
A novidade em teste transforma a página inicial do Facebook em um feed de vídeos que ocupa a tela inteira, buscando entregar uma experiência mais imersiva ao usuário. Tom Alison, executivo à frente do Facebook, afirmou em publicação que o público tem demonstrado preferência por experiências mais visuais e centradas em vídeo — espaço onde, segundo ele, florescem tanto as interações sociais quanto o comércio.
Os testes desse novo formato começam ainda neste ano em nível internacional, embora a empresa não tenha detalhado ainda quais países serão os primeiros a recebê-lo.
Comprar e vender direto pelo app
Além do investimento em vídeo, o Facebook prepara o lançamento de um aplicativo próprio dedicado ao marketplace, batizado de Seller. Hoje, a plataforma já oferece um espaço de compra e venda que funciona como uma espécie de vitrine online, com negociações feitas via Messenger e sem cobrança de comissão sobre as transações — um serviço que soma cerca de 430 milhões de anúncios ativos mensalmente em todo o mundo.
A ideia é que o Seller funcione de forma integrada às contas já existentes no Facebook, sincronizando anúncios antigos, permitindo publicar novos itens, gerenciar o estoque e concluir toda a negociação sem sair do aplicativo. O uso será gratuito para os usuários — a Meta pretende faturar através de anúncios veiculados dentro da ferramenta, sem cobrar comissão direta sobre as vendas.
Selo de verificação para dar mais confiança
A empresa também apresentou um novo mecanismo de verificação humana, criado para atestar que existe uma pessoa real por trás de cada conta, seja pessoal ou voltada para vendas.
Como parâmetro do tamanho do desafio, vale lembrar que o TikTok Shop já rivaliza com gigantes do comércio eletrônico mundial. A plataforma chinesa reúne cerca de 2 bilhões de usuários ativos, dos quais quase metade — 928 milhões — realiza compras diretamente pelo próprio aplicativo.
