intechmy
Powered by Innovation

Google Assistant tem data para acabar: Gemini assume o Android a partir de setembro

Depois de meses de idas e vindas, o Google finalmente bateu o martelo: o Google Assistente começa a ser desligado em 4 de setembro, dando lugar de vez ao Gemini como assistente padrão do Android. O aviso já está sendo enviado por e-mail a usuários, encerrando um ciclo de quase uma década de um dos recursos mais usados do sistema.

Como vai funcionar a troca

A transição não acontece de uma vez só. Segundo o cronograma da empresa, a mudança deve se espalhar gradualmente ao longo de várias semanas até alcançar todos os aparelhos elegíveis. Assim que a atualização chegar num celular ou tablet, comandos como dizer "Ok Google" ou segurar o botão de ligar passam a abrir o Gemini em vez do assistente antigo — e não há como voltar atrás depois disso.

A troca também não fica restrita ao smartphone: relógios com Wear OS, fones de ouvido compatíveis e carros que usam Android Auto a partir do celular pareado seguem a mesma regra e migram junto para o Gemini.

Quem fica de fora, por enquanto

Nem tudo muda ao mesmo tempo. Dispositivos de casa inteligente, como caixas de som Google Home, TVs com Google TV e telas como a Nest Hub, continuam funcionando com o Google Assistente nessa primeira etapa — sinal de que o Google está priorizando o celular antes de mexer no ecossistema doméstico, que é mais delicado de migrar. Carros com sistema Google integrado de fábrica também ficam de fora da mudança inicial. Já aparelhos mais antigos, rodando versões anteriores ao Android 9 ou com menos de 2 GB de RAM, simplesmente não atendem aos requisitos mínimos para rodar o Gemini e devem manter uma versão limitada do assistente antigo.

Por que o Google está fazendo isso

O Google Assistente chegou em 2016 como sucessor do Google Now e virou uma peça central do Android por quase dez anos, cuidando de lembretes, chamadas e comandos de casa inteligente. Mas a empresa vem tratando a inteligência artificial generativa como prioridade estratégica, e o Gemini leva vantagem justamente onde o assistente clássico patinava: interpretar pedidos mais complexos, entender contexto e lidar com texto, imagem e áudio na mesma conversa, em vez de responder só a comandos fixos.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que o Google anuncia prazo para essa aposentadoria — a mudança já havia sido prometida para o fim de 2025 e depois adiada. Agora, porém, a data está oficialmente marcada, e o Google já está mostrando avisos nas próprias páginas de suporte do Assistente confirmando a substituição.

O que muda na prática para quem usa

Quem já tem o Gemini instalado e um aparelho compatível deve sentir a transição de forma automática, sem precisar fazer nada. Quem ainda não baixou o app pode buscá-lo na Play Store para se adiantar. Na prática, os comandos de voz do dia a dia — criar lembretes, fazer ligações, pedir informações — continuam funcionando, só que agora processados por um modelo de linguagem mais sofisticado, capaz de manter uma conversa mais natural e entender melhor a intenção por trás do pedido.

Postagem Anterior Próxima Postagem
Apps
  • Carregando conteúdos...
Smartphones
  • Carregando conteúdos...
Redes
  • Carregando conteúdos...
Computadores
  • Carregando conteúdos...

News

Carregando notícias...