Com lançamento programado para 2026, a missão da agência espacial japonesa JAXA pretende pousar na maior lua martiana e trazer material inédito de volta à Terra até 2031.
TÓQUIO — A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) confirmou o cronograma da inovadora missão MMX (Martian Moons eXploration). O projeto tem como objetivo principal pousar em Phobos, a maior das duas luas de Marte, extrair amostras do seu solo e trazê-las para a Terra para análise laboratorial avançada.
Principais Detalhes da Missão MMX
Janela de Lançamento: A missão está agendada para decolar no médio/final de 2026, utilizando o foguete H3 do Centro Espacial de Tanegashima.
Chegada a Marte: A espaçonave deve entrar na órbita martiana em 2027, iniciando observações científicas de Phobos e Deimos.
Módulo de Pouso e Coleta: A sonda realizará um pouso controlado em Phobos para coletar ao menos 10 gramas de regolito (poeira e rocha espacial), perfurando até 2 cm de profundidade.
Móvel Robótico: A missão leva a bordo um rover desenvolvido em parceria entre as agências espaciais alemã (DLR) e francesa (CNES) para explorar a superfície da lua antes da coleta.
Retorno à Terra: O módulo de retorno contendo as amostras tem previsão de chegada para 2031.
Por que Phobos? O Mistério da Origem
Existem duas teorias principais que a missão pretende testar:
Asteroides Capturados: Phobos e Deimos seriam asteroides ricos em carbono e água capturados pela gravidade de Marte no início do Sistema Solar.
Impacto Gigante: As luas teriam se formado a partir dos destroços resultantes da colisão de um grande protoplaneta contra Marte, de forma similar à origem da nossa Lua.
Ao analisar a composição química do solo trazido de Phobos, os cientistas poderão verificar a presença de compostos orgânicos e água, fornecendo dados vitais sobre o transporte de voláteis no Sistema Solar interior e preparando o terreno para futuras missões humanas a Marte.