Os smartphones seminovos estão conquistando cada vez mais espaço no bolso — e na preferência — do consumidor brasileiro. A busca por aparelhos de melhor desempenho a preços mais baixos impulsionou a venda de mais de 4,6 milhões de celulares usados no país no ano passado, segundo a consultoria IDC, que ainda projeta alta de 4,5% na demanda para 2026.
O movimento é regional: a América Latina vendeu 8,7 milhões de unidades usadas em 2025, e o Brasil concentrou 52,9% desse total.
Um levantamento da Assurant, feito com dados de janeiro a abril deste ano sob a marca Ecophone, mapeou os modelos mais procurados. Entre os destaques estão o Galaxy S24 Ultra, o iPhone 13 e o Moto G84 — sinal de que a demanda segue concentrada nas linhas premium e intermediárias de marcas já consolidadas.
Para José Augusto Codesso, executivo da Assurant, o consumidor está mais orientado por valor: quer performance e durabilidade sem pagar o preço de um aparelho novo, especialmente num momento de orçamento apertado.
A Ecophone, lançada em 2024 e presente também na Argentina e no México, se diferencia por oferecer garantia de 12 meses nos seminovos — hoje a única do tipo no mercado brasileiro. Os aparelhos vêm de programas de trade-in mantidos com operadoras e fabricantes, permitindo que o cliente use o celular antigo como parte do pagamento de um novo.