| Imagem Reprodução: Meio e Mensagem |
A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, concordou em implementar restrições severas ao acesso de menores de idade em suas plataformas. A empresa vai impor um limite máximo diário de duas horas de uso combinado de seus aplicativos e bloquear completamente o acesso durante o período noturno para contas de adolescentes.
As novas regras são fruto de um acordo judicial bilionário de US$ 16,7 bilhões firmado com diversos estados nos Estados Unidos. A big tech enfrentava uma onda de processos civis que a acusavam de projetar intencionalmente mecanismos viciantes voltados ao público jovem, além de ocultar relatórios internos sobre os impactos à saúde mental e coletar dados de menores de 13 anos de forma irregular.
O que muda na prática para o público jovem
As medidas visam reestruturar a experiência de uso de crianças e adolescentes nas redes da empresa através de novas travas automáticas:
Teto diário de tela: O tempo acumulado de navegação entre os aplicativos da Meta será limitado a no máximo 2 horas por dia para perfis de menores.
Bloqueio noturno: As plataformas ficarão inacessíveis durante a madrugada, impedindo o uso continuado do feed e do envio de mensagens no horário de descanso.
Transparência e supervisão: O acordo prevê auditorias contínuas nas ferramentas de segurança e maior controle direto para os pais sobre os hábitos digitais dos filhos.
Impacto e desdobramentos
Procuradores envolvidos no caso classificaram o desfecho como um marco regulatório para a proteção infantil na internet, destacando que a mudança trará maior transparência às big techs. O movimento ocorre em meio a uma pressão global crescente por parte de governos e órgãos reguladores para conter os efeitos nocivos do uso desmedido de redes sociais e proteger a saúde mental das novas gerações.