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Solução inovadora desenvolvida no Brasil controla o calor de hidratação do cimento, garantindo a durabilidade e a segurança estrutural em construções de infraestrutura.A engenharia civil brasileira conta com uma importante aliada no combate a um dos problemas mais críticos na construção de grandes infraestruturas: o surgimento de fissuras e trincas térmicas no concreto. Desenvolvida e aprimorada no país, uma tecnologia focada no resfriamento do concreto tem sido adotada para controlar a temperatura da mistura durante a concretagem de obras de médio e grande porte, como barragens, pontes, fundações profundas e edimentos comerciais.
O Desafio Térmico no Concreto
Durante o processo de cura, a reação química entre a água e o cimento (chamada de calor de hidratação) gera uma elevação significativa de temperatura no interior da massa de concreto.
Choque Térmico: Enquanto o núcleo da estrutura atinge temperaturas altíssimas, a superfície externa resfria rapidamente ao contato com o ar.
Tensão Estrutural: A diferença de temperatura entre o centro e as bordas gera tensões de tração que causam microfissuras e rachaduras.
Riscos de Longo Prazo: As trincas comprometem a impermeabilidade da estrutura, permitindo a infiltração de água e agentes corrosivos que reduzem drasticamente a vida útil da obra.
Como Funciona a Solução Brasileira
Para contornar o problema, a tecnologia nacional atua diretamente no momento da produção do concreto nas centrais dosadoras.
Adição de Gelo e Nitrogênio Líquido: Substitui-se parte da água da mistura por gelo em escamas ou faz-se a injeção direta de nitrogênio líquido na betoneira, reduzindo a temperatura inicial do material antes do lançamento.
Injeção de Gases Refrigerantes: Sistemas automatizados ajustam a dosagem conforme a temperatura ambiente do dia, garantindo estabilidade no processo.
Sensores de Monitoramento: Termopares instalados na própria estrutura monitoram a evolução da temperatura ao longo do tempo de cura, confirmando a eficácia do resfriamento.
Além de prevenir manifestações patológicas nas construções, a otimização desse processo reduz custos com reparos futuros e acelera o ritmo de execução das obras.