Tecnologia usa hardware dedicado para comprimir a memória, mas foi pensada para servidores, não para PCs comuns.
Gregory Price, engenheiro da Meta, apresentou uma proposta para tornar o kernel Linux mais eficiente com grandes volumes de dados na memória RAM. Ela se chama Compressed RAM, ou CRAM. A apresentação aconteceu na Linux Plumbers Conference, em Praga, e surge num momento de escassez de memória, preços altos e necessidade crescente de capacidade.
O que muda em relação ao ZRAM
Diferente do ZRAM e do Zswap, o CRAM trata a área compactada como RAM nativa, sem passar por swap virtual ou tradicional. O diferencial é que a compressão e a descompressão são feitas por hardware dedicado, em vez de por software.
Desempenho
Nos testes mostrados na conferência, o CRAM chegou a ser até 452 vezes mais rápido que o ZRAM. Segundo a cobertura do Phoronix, a leitura de dados somente leitura teve velocidade equivalente à da DRAM pura, e a escrita foi bem mais rápida do que com ZRAM, Zswap ou swap comum.
Um detalhe importante
O número de 452 vezes compara o CRAM com um chip de compressão dedicado contra o ZRAM comprimindo na CPU do próprio computador. O CRAM foi escrito para expansores de memória CXL com compressão embutida, uma interface que só existe em plataformas de servidor. Ou seja, o usuário comum não deve sentir nenhuma diferença tão cedo.
O próprio patch admite que a placa pode ficar sem memória física quando a taxa de compressão cai.
Base de hardware
Google e Meta publicaram, pelo Open Compute Project, a especificação de um expansor com compressão embutida, pensado para guardar memória pouco usada em um nível mais barato. Boa parte das peças necessárias para o CRAM já faz parte do kernel principal do Linux.

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