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A Nasa lança neste domingo (30) o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, um dos observatórios mais aguardados da nova geração da agência espacial americana. O decolagem está marcada para as 7h26 (horário de Brasília), a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX, a partir do histórico Complexo de Lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O nome do telescópio homenageia Nancy Grace Roman (1925-2018), primeira astrônoma-chefe da Nasa e uma das principais responsáveis por consolidar a ideia de observatórios espaciais na agência — o que lhe rendeu o apelido de "mãe do Hubble". Coincidência ou não, o novo instrumento chega à plataforma cerca de nove meses antes do previsto originalmente, um adiantamento raro para uma missão dessa complexidade.
A grande promessa do Roman é a velocidade: ele deve ser capaz de mapear regiões do céu até mil vezes mais rápido que o Hubble, mantendo sensibilidade e resolução semelhantes no infravermelho. Isso deve permitir aos cientistas deixar de analisar amostras pequenas do universo e passar a estudar populações inteiras de galáxias — a estimativa é que o telescópio observe mais de um bilhão delas ao longo da missão, ajudando a entender como a estrutura do cosmos mudou ao longo de bilhões de anos.
Entre os principais objetivos científicos está o estudo da energia escura e da matéria escura, dois dos maiores enigmas da cosmologia atual, e que estão diretamente ligados à expansão acelerada do universo. O Roman também vai se dedicar à caça de exoplanetas, usando técnicas como coronografia e microlente gravitacional para identificar e caracterizar mundos fora do Sistema Solar — inclusive aqueles que possam interessar a futuras missões de busca por sinais de vida.
O telescópio não trabalhará sozinho: seus grandes panoramas devem funcionar como um "mapa" para indicar alvos que depois serão observados em mais detalhe pelo Hubble e pelo James Webb. A missão também poderá ser combinada com o satélite europeu Euclid e com o Observatório Vera C. Rubin, ampliando a cobertura e a qualidade das análises do céu.
A Nasa transmitirá o lançamento ao vivo, com cobertura estendida até uma hora após o evento. Já as primeiras imagens produzidas pelo Roman só devem ser divulgadas no início de 2027, após um período de cerca de três meses dedicado a calibrações e testes do equipamento.