Lightscape
Chegada de ventos solares rápidos e de uma ejeção de massa coronal deve desencadear tempestades geomagnéticas, ampliando o alcance do show de luzes no Hemisfério Norte.
SÃO PAULO — A atividade do Sol voltou a se intensificar, abrindo a oportunidade para que moradores e turistas em latitudes mais baixas do Hemisfério Norte contemplem a aurora boreal nos próximos dias.
Origem da Instabilidade e Emissões Solares
Ejeção de Massa Coronal (CME): O Sol lançou uma grande nuvem de partículas carregadas e material magnético em direção à Terra.
Ao interagir com a magnetosfera terrestre, esse material provoca flutuações e induz correntes elétricas na alta atmosfera. Erupções da Classe M: O astro registrou múltiplas erupções solares de classe M (consideradas de média a alta intensidade).
Uma dessas explosões chegou a causar bloqueios temporários no sinal de rádio de alta frequência em partes do Ártico, Europa e África.
Onde a Aurora Poderá Ser Vista
Em condições normais, as auroras boreais concentram-se no chamado "cinturão auroral", muito próximo ao Polo Norte (em países como Noruega, Islândia e Canadá).
América do Norte: A faixa de visibilidade deve se estender para o sul, alcançando estados do norte dos Estados Unidos.
Europa: Áreas mais ao sul da Escandinávia e regiões do norte do Reino Unido e da Europa Setentrional podem registrar o espetáculo nos céus.
Além de proporcionar o visual característico das luzes no céu, tempestades solares moderadas exigem atenção técnica para possíveis instabilidades pontuais em sistemas de navegação por GPS, comunicações via satélite e redes de energia de alta latitude.