Quem tá pensando em comprar a primeira guitarra (ou trocar aquela velha de garagem) sabe o drama: tem gente que acha que precisa gastar uns bons milhares de reais pra ter um instrumento decente. Mentira. O mercado brasileiro amadureceu bastante nos últimos anos, e hoje dá pra achar guitarra com acabamento caprichado, afinação estável e som que não envergonha por uma fração do preço de um modelo importado. Separamos cinco opções que valem o investimento.
1. Tagima TG-530
Se tem uma guitarra que virou praticamente unanimidade entre professores e lojistas quando o assunto é "primeira guitarra boa", é essa. Estilo Stratocaster clássico, corpo em basswood (leve, ótimo pra quem toca em pé por horas) e configuração de captadores versátil, que dá conta de vários estilos sem trocar de instrumento. O controle de qualidade da Tagima nessa faixa costuma superar bastante marca "genérica" por aí.
2. Yamaha Pacifica 112J
| Leimar Musical |
Um clássico que atravessa gerações. A linha Pacifica da Yamaha é conhecida por entregar uma consistência de fábrica difícil de achar em guitarras de entrada — regulagem bem feita, captadores (formato H-S-S) que aguentam do limpo ao distorcido, e uma durabilidade que faz muita gente recomendar ela até pra quem já não é mais tão iniciante assim.
3. Strinberg EGS216
| Mundo Max |
Pra quem quer economizar ainda mais sem cair numa guitarra "de brinquedo", essa é uma pedida interessante. É a mais em conta da lista, mas surpreende pela durabilidade e por um som mais que aceitável pro preço — principalmente se o gosto for rock ou metal, onde os captadores dela se saem bem.
4. Ibanez GRX70QA
A linha Gio da Ibanez é praticamente sinônimo de guitarra de entrada bem-feita. Com um visual bonito (aquele acabamento quilted que chama atenção) e um braço fino e confortável — marca registrada da Ibanez —, é uma ótima escolha pra quem quer tocar mais rápido e technical desde cedo, sem sacrificar o conforto.
5. Tagima TW-55
Dica antes de fechar a compra
Vale lembrar: preço baixo não é sinônimo de qualidade ruim, mas também não é garantia de instrumento bom sozinho. Antes de decidir, dê uma olhada em três pontos — madeira do corpo (basswood ou poplar são os padrões dessa faixa, e ambos são confiáveis), tocabilidade do braço (mais fino ajuda iniciante a progredir mais rápido) e, se possível, teste a afinação e o acabamento pessoalmente ou confira bem as avaliações de quem já comprou. E não esquece: parte do orçamento também merece ir pra um amplificador decente — ele influencia muito mais no som final do que muita gente imagina.